Beatriz Consuli quer ampliar para 18 a sequência de vitórias nesta sexta-feira no LFA 221, combinando recordes amadores (12-1) e profissionais (5-0), e espera que isso aconteça rapidamente para salvar a mãe do estresse.
Consuli desafiará Shannon Clark pelo título peso mosca na luta principal da noite em Brasília, Brasil, e sua mãe Cleo Consuli mais uma vez estará presente. Ela esteve no local na maioria de suas lutas, exceto quando viajou para lugares como Rússia e Abu Dhabi para vencer vários campeonatos da IMMAF.
“Entrei em pânico quando ia fazer minha primeira luta de kickboxing”, disse Consuli ao MMA Fighting. “Minha mãe tem pressão alta e eu pensei: ‘Não posso apanhar ou estou ferrado’. Eu tinha mais medo de perder por causa da minha mãe do que por mim mesmo (risos). E ela estava totalmente calma! Ela me dá muita confiança e fica tranquila para eu não ficar ansioso, mas depois da briga ela desaba, chora e me diz o quanto está orgulhosa de mim.”
Beatriz disse que a mãe “não fica nem um pouco nervosa” durante as lutas de MMA de hoje e foi imediatamente interrompida por ela.
“Isso é mentira”, disse Cleo. “Ela está mentindo (risos).”
As filhas de Cleo se interessaram pelas aulas de artes marciais quando eram adolescentes no Rio de Janeiro, e Beatriz ingressou em uma academia de kickboxing um mês antes de completar 15 anos. Cleo já está acostumada a ver “Bia” trocar socos e chutes e trancar finalizações em jaulas, mas é diferente de qualquer outra luta de MMA.
“Ela assiste ao UFC e fica chateada quando a luta acaba rápido demais”, disse Beatriz. “O meu será rápido, não se preocupe.”
“Tem lutas que quero assistir e que são tão boas que não quero que acabem”, explicou Cleo. “Mas quando é minha filha, prefiro que acabe rápido (risos). Olha, gosto de assistir brigas, mas prefiro quando não há estresse.”
Cleo prevê que a filha vencerá “da melhor maneira possível” na sexta-feira em Brasília, e disse que será “a melhor luta da vida dela”. Beatriz iniciou a carreira profissional com cinco decisões seguidas e derrotou Naiane Silva em pouco mais de três minutos em sua última luta, em julho.
“Acredito no nocaute”, disse Beatriz sobre a luta pelo título na noite de sexta-feira. “Ela é muito agressiva, sempre avançando, mas se move em linha reta e tem uma postura muito quadrada. Ela não move a cabeça nem muda de ângulo. Às vezes ela muda de posição, mas ela apenas muda e depois fica parada. Meu plano é trabalhar de médio a longo alcance, controlar a distância, machucá-la com chutes na panturrilha e golpes fortes, e quando ela correr para agarrar e me derrubar, eu vou aterrá-la e socá-la.”
Treinando na equipe carioca KO Squad após breve passagem pela Nova União, Consuli conhece bem o adversário. Clark está 6-1 como profissional, perdendo apenas para Yuneisy Duben em Série de Concorrentes de Dana White em 2024, e Consuli lembra-se vividamente dessa partida.
“Lembro-me de vê-la lutar no Série de concorrentes e me imaginando contra ela”, disse Consuli. “Meu parceiro de treino Claudio Meirelles, que também vai lutar na LFA 221, me mandou uma mensagem na hora: ‘Bia, você está assistindo o Contendor? Sério, você venceria os dois. (risos)”
Quatorze meses depois, Consuli concorda com seu companheiro de equipe.
“Vou vencê-la. Seguindo a estratégia certa, vai funcionar”, disse ela. “A experiência que tive como amador me deixou tranquilo para esse momento. As pessoas ficam tipo: ‘Cara, você tem toda essa pressão para lutar por uma luta pelo título, um título mundial, e você está lutando contra um gringa.’ Mas vamos lá, já lutei com cinco russos. Minha carreira amadora me deu uma experiência que poucas pessoas têm.”
“Já coloquei na cabeça que vou conquistar esse cinturão e ano que vem estarei no UFC”, acrescentou. “Acredito muito nisso. Vou ter um desempenho muito bom nessa luta e que ano que vem estarei no UFC, com certeza.”
