Bruna Brasil terminou seu camp do UFC Vegas 113 em Las Vegas enquanto a equipe técnica do The Fighting Nerds voava para a cidade para a luta de Jean Silva no UFC 324 em janeiro, e passar semanas no UFC Performance Institute levou a um encontro dos sonhos com Amanda Nunes.
“The Special One”, uma jovem de 32 anos que leva como sobrenome o nome de seu país, ficou “maravilhada” ao conhecer a maior lutadora feminina de MMA do Brasil. “The Lioness” teve sua luta pelo título do UFC 324 com Kayla Harrison cancelada porque a campeã precisou passar por uma cirurgia no pescoço, mas decidiu voar para Nevada e continuar treinando como se a luta ainda estivesse acontecendo.
“Eu estava me vestindo no banheiro e comecei a ouvir a voz dela lá fora. Falei: ‘Caramba, a Amanda está aí!'”, disse Brasil ao MMA Fighting. “Eu ainda não tinha visto ela. Me arrumei super rápido e saí correndo todo animado. Foi muito legal. Ela é muito, muito, muito simpática, muito legal. Conversamos um pouco. Você fica meio impressionado quando conhece alguém que você admira tanto pessoalmente. Fiquei muito feliz.”
Brasil, que enfrenta Ketlen Souza no Meta APEX no dia 7 de fevereiro, acabou se encontrando diversas vezes com “A Leoa” nas últimas semanas no UFC PI, observando-a treinar com a esposa Nina Nunes e ajudando a companheira de equipe Priscila Cachoeira, que também compete no UFC Vegas 113.
“Ela me surpreendeu positivamente como pessoa, com sua simpatia”, disse Brasil. “A maneira como ela fala, sua postura. Ela realmente se comporta como uma campeã. Você pode ver que ela tem essa força – mesmo como treinadora, falando sobre o acampamento de ‘Pedrita’ e seus objetivos, e como ela quer crescer como treinadora também. Você pode dizer que ela é diferente, ela tem um tipo diferente de estrela. Ela é obcecada em vencer. Acho que ela terá muito sucesso nesta carreira de treinadora também.”
O UFC planeja remarcar Harrison x Nunes posteriormente, quando o bicampeão olímpico de ouro no judô estiver liberado para retornar à academia, e o Brasil verá “A Leoa” recuperar o campeonato de 135 libras sempre que essa superluta se concretizar.
“Sou 100% Amanda”, disse Brasil. “Kayla é muito boa, admiro muito ela como atleta também, mas a experiência da Amanda é muito maior. Ela é mais completa, mais habilidosa, com uma mentalidade muito mais campeã. Ela vai lutar pela vitória, não por dinheiro. Acho que é uma grande diferença.”
Feliz por estar de volta a Las Vegas depois de viajar até Xangai para derrotar o prospecto chinês Ming Shi na luta principal do card Road to UFC, Brasil disse que está aberta a supervisionar voos novamente no futuro, após lutas anteriores do UFC em Sydney, Manchester, Londres e Kansas City.
“Foi melhor do que eu imaginava”, disse Brasil. “Eu encabecei um card (do Road to UFC), mas parecia que eu estava fazendo o rei de um evento normal do UFC. A arena estava lotada, esgotada. Fui assistir ao UFC no dia seguinte e foi a mesma coisa. A luta chamou muita atenção lá porque era contra um lutador chinês, então havia pôsteres da minha luta por toda a China. Teve muito mais impacto do que se eu tivesse lutado em um card normal do UFC, que provavelmente teria sido uma luta preliminar e não teria recebido tanto destaque.
