RIO DE JANEIRO — Deiveson Figueiredo acredita que Merab Dvalishvili merece ser considerado o maior peso galo de todos os tempos, mas isso não significa que ele seja imbatível.
Antes da luta contra Montel Jackson no UFC Rio, no sábado, Figueiredo deu apoio a Dvalishvili dias após a vitória pelo título do UFC 320 sobre Cory Sandhagen. Foi a defesa consecutiva do campeonato de Dvalishvili e a 14ª vitória consecutiva no geral.
Figueiredo, ex-campeão peso mosca do UFC, busca continuar subindo na classificação até 135 libras e armou uma luta com Dvalishvili pela chance de se tornar campeão em duas divisões.
“Ele está fazendo um excelente trabalho”, disse Figueiredo ao MMA Fighting. “Vemos que ele está quase empatado com os melhores em defesa de título da organização. Dou esse crédito a ele, sim. E para mim seria um prazer enfrentá-lo.”
Figueiredo colocou seu nome na conversa para disputar o cinturão dos 135 libras com um trio de vitórias sobre Rob Font, Cody Garbrandt e Marlon Vera entre 2023 e 2024, mas depois perdeu na decisão para o ex-campeão Petr Yan. Seis meses depois, ele machucou o joelho contra Sandhagen e viu o americano conquistar o ouro do UFC.
“Sempre digo a mim mesmo que sempre que perco é porque cometi algum erro na vida, sabe?” Figueiredo disse. “Entre as lutas do Petr Yan e do Cory cometi alguns erros. Contra o Cory cheguei com lesões graves e mesmo assim lutei e não deixei a luta ser cancelada.
“Agora, no sábado, quero entrar 100 por cento, mostrar do que sou capaz e conseguir essa vitória. E claro, com certeza vou pedir a disputa pelo título – até porque, entre os grandes nomes da categoria, sou o único que ainda não lutou com o Merab. Espero ter essa oportunidade. … Se eu for lá e fizer uma ótima atuação, isso pode me render uma disputa pelo título. É isso que procuro.”
A atual seqüência de vitórias de Dvalishvili inclui nomes como Jose Aldo, Henry Cejudo, Marlon Moraes, Sean O’Malley e Umar Nurmagomedov, e ele não experimenta a derrota desde suas duas primeiras aparições no octógono contra Frankie Saenz e Ricky Simon.
“A chave (para vencer Dvalishvili) é não ser tímido”, disse Figueiredo. “Seja você mesmo e faça-o recuar, sabe? Faça-o sentir isso, faça-o perceber que do outro lado também há alguém que pode machucá-lo.”
Figueiredo completa 38 anos em dezembro, mas ver Alex Pereira recuperar o cinturão dos meio-pesados do UFC com essa idade – e outros como Glover Teixeira fazer isso apesar de ser bem mais velho – lhe dá inspiração.
“Acabei de ouvir falar da (idade) de Poatan, mas sempre admirei Glover Teixeira”, disse Figueiredo. “Um cara que foi campeão ainda aos 42 anos, isso me motiva ainda mais. Sei que consigo. Posso lutar e conquistar o cinturão até os 40 anos.”
Uma coisa que Figueiredo se recusa a fazer para tentar acelerar sua ascensão ao topo é falar mal dos adversários. De volta à mesma arena onde perdeu o cinturão do UFC para Brandon Moreno, adversário com quem tentou enfrentar verbalmente como nunca, Figueiredo se arrepende de ter agido dessa forma.
“Tinha muita informação na minha cabeça e nunca fui esse tipo de cara”, disse Figueiredo. “Eu me deixei levar. Mas estou aqui agora e tenho certeza que ainda dá tempo de consertar isso. O que mais quero agora é entrar no octógono e mostrar o que faço de melhor.
