Exportações de relógios suíços para os EUA caem 55,6% em setembro

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PARIS – Os EUA perderam a coroa de principal mercado para as exportações de relógios suíços em setembro.

As exportações para o país caíram 55,6% no mês, segundo dados divulgados pela Federação da Indústria Relojoeira Suíça na terça-feira.

Isto pesou fortemente nas contagens mensais, que viram as remessas globais do país caírem 3,1% em termos anuais em valor e 7,6% em volume.

“Sem este desenvolvimento esperado, mas extraordinário, as exportações de relógios suíços teriam crescido 7,8%”, afirmou o órgão da indústria.

Na sequência do anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de pesadas tarifas sobre produtos suíços em abril, aumentadas ainda mais em agosto, os relojoeiros apressaram-se a enviar produtos para cumprir os prazos antes da aplicação das novas taxas.

Com exportações de 157,7 milhões de francos suíços, os EUA estão agora em terceiro lugar, atrás do Reino Unido e do Japão, agora em primeiro e segundo lugares, respectivamente. A fatia de mercado dos EUA também diminuiu para 7,9 por cento, em vez de cerca de 15 por cento, um número equivalente aos outros seis principais mercados destacados nos relatórios mensais do órgão da indústria.

A queda dos envios para o mercado americano anulou os ganhos noutros grandes territórios das exportações de relógios suíços, incluindo a China e Hong Kong, que saltaram respectivamente 17,8% e 20,6%. Singapura também cresceu, subindo 8,3 por cento.

Entretanto, os países europeus nos 10 principais mercados também registaram quedas. A França caiu 3,5 por cento, a Alemanha 14,6 por cento e a Itália, em décimo lugar, 3,9 por cento.

O órgão da indústria destacou o forte crescimento em outras regiões, como a Coreia do Sul e o México, que saltaram 21,5% e 44,1%, respectivamente. A Índia, que subiu para o 15º lugar no ranking pela primeira vez e é frequentemente apontada como o próximo Eldorado das marcas de luxo, registou um aumento de 28,3%.

Os relógios de aço deram o tom, com uma queda de valor de 3,8 por cento, agravada pela forte redução nos produtos bimetálicos (queda de 10,4 por cento). O crescimento dos relógios feitos de metais preciosos (aumento de 1,5%) não teve impacto na situação geral.

Foram exportados 94 mil itens a menos no mês, segundo o órgão do setor. O declínio foi impulsionado principalmente pelos relógios de aço, que caíram 3,8% e 6,1% em valor e volume, respetivamente, e pelos relógios em aço-ouro, que contraíram 10,4% em valor, apesar de um aumento de 8,5% no volume.

Exceptuando os relógios entre 500 e 3.000 francos suíços a preço de exportação, todos os segmentos de preços caíram em Setembro, sendo aqueles entre 200 e 500 francos suíços os mais afectados, com uma contracção de 25,2% em volume e 22,7% em valor.

Enquanto isso, o segmento superior de relógios acima de 3.000 francos suíços a preço de exportação foi o menos afetado.

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