O Swatch Group entrou com uma ação de marca registrada em um tribunal de Londres contra a Samsung, de acordo com relatos da mídia.
No centro da reivindicação do grupo suíço estão os mostradores digitais dos relógios. A empresa alega que a gigante da tecnologia sul-coreana comercializou smartwatches com permissão para apresentar réplicas de mostradores de algumas de suas marcas, incluindo Omega, Tissot e Breguet.
A Swatch está exigindo US$ 170 milhões em danos, alegando uma suposta violação de propriedade intelectual, argumentando que a Samsung ofereceu aos clientes a oportunidade de apresentar mostradores de relógio falsos, embora fornecidos por aplicativos de terceiros baixados para os dispositivos.
Contactado na sexta-feira, o grupo relojoeiro suíço recusou-se a comentar o processo em curso. A Samsung não foi encontrada imediatamente para comentar.
O grupo suíço teria quantificado os danos recrutando um especialista em avaliação para calcular o valor de um hipotético acordo de licenciamento entre o Grupo Swatch e a Samsung.
As alegações finais estão programadas para serem ouvidas na sexta-feira. Espera-se que o juiz Marcus Smith pronuncie a sentença posteriormente. A sua decisão poderá repercutir em toda a União Europeia, já que o caso começou em 2019, antes de o Reino Unido concluir a sua saída do bloco. Também poderia potencialmente abrir caminho para um caso semelhante nos EUA
A Samsung já foi considerada responsável por um caso semelhante de violação de marca registrada em 2022 pelo Tribunal Superior de Londres sobre aplicativos de terceiros disponibilizados em seus smartwatches. O recurso subsequente da gigante tecnológica no Tribunal de Recurso também foi rejeitado.
