A ex-assistente de Jeffrey Epstein, Sarah Kellen, alegou que foi abusada sexualmente pelo famoso cabeleireiro Frédéric Fekkai, durante depoimento a portas fechadas perante o Comitê de Supervisão da Câmara.
Em seu depoimento, que foi prestado voluntariamente, ela também afirmou que foi abusada pelo ex-prefeito de Miami Beach, Philip Levine, e pelo famoso fotógrafo de moda Patrick Demarchelier, falecido em 2022.
Fekkai não foi encontrado para comentar o assunto no sábado.
O Comitê de Supervisão da Câmara considerou o depoimento de Kellen como parte de sua investigação em andamento sobre a forma como o governo federal lidou com os casos envolvendo Epstein e sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell, de acordo com relatórios publicados.
Kellen foi nomeado co-conspirador de Epstein no acordo de não acusação de 2007 entre os promotores federais da Flórida e Epstein. Ela é considerada uma testemunha polêmica, porque há quem acredite que ela foi cúmplice de Epstein e outros que acreditam que ela foi vítima.
O deputado James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, disse que o comitê divulgaria uma transcrição de seu depoimento o mais rápido possível. Algumas reportagens indicaram que isso poderia acontecer já na terça-feira.
O francês Fekkai abriu seu primeiro salão na cidade de Nova York em 1989 e foi um dos pioneiros em cuidados capilares de prestígio com sua marca homônima. A Procter & Gamble comprou a marca da Catterton Partners em 2007, quando o WWD informou que tinha cerca de US$ 100 milhões em vendas.
Em 2016, Fekkai e sua esposa, Shirin von Wulffen, compraram a Bastide, uma marca de fragrâncias e cuidados corporais com sede em Aix en Provence, onde Fekkai nasceu, e em 2018, ele fez parceria com a Cornell Capital para recomprar sua marca homônima de cuidados capilares. Fontes estimaram que as vendas eram de cerca de US$ 35 milhões na época.
A marca é vendida atualmente na Ulta Beauty e Amazon, além de site próprio; Fekkai administra um salão no Mark Hotel em Nova York.
