Lutadora do UFC Eduarda Moura fala sobre batalha pela saúde mental após diagnóstico de transtorno bipolar

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Hoje resolvi me abrir um pouco sobre o que tenho passado porque você sempre percorreu essa jornada comigo. Este campo de luta foi o mais difícil da minha vida. Não consegui treinar como deveria, perdi peso e acabei perdendo.

Isto não é uma desculpa, esta é a verdade. No ano passado fui diagnosticado com transtorno bipolar e no começo foi muito difícil, muito difícil de aceitar. Eu tinha meu próprio preconceito sobre isso, achava que era uma fraqueza, algo que eu poderia controlar sozinho. E tentei, durante quase um ano, mas percebi que a saúde mental é tão importante quanto o treino físico. Entendi que tratar, monitorar e respeitar meu corpo e minha mente é essencial para continuar vivendo meu sonho.

Comecei o tratamento, estou aprendendo a lidar com isso e ele me mostrou força – não fraqueza, como antes acreditava. Hoje quero que minha mensagem seja esta: ninguém é mais fraco por precisar de ajuda. Todo mundo tem batalhas que não aparecem dentro do octógono, mas não nos definem e nunca definirão. Sigo lutando, sigo acreditando e sigo construindo minha história.

Quero agradecer a todos os meus fãs que acreditam em mim, no meu time e nos meus patrocinadores por me apoiarem mesmo quando não estou no meu melhor. Prometo que voltarei muito mais forte, mais preparado e mais maduro. Não desisti e nunca desistirei. Obrigado a todos, por tudo.

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